terça-feira, julho 10, 2007

Lembram do Michael Moore?

Após "Tiros em Columbine" e "Fahrenheit 9/11", um novo documentário foi lançado: "SiCKO" uma produção que expõe o sistema de saúde dos EUA.

Moore compara seu país com a França, Canadá, Inglaterra e inclusive com Cuba, países onde seguros de saúde simplesmente não existem, pois os cuidados médicos são gratuitos à todos os cidadãos.

A importância política de "SiCKO" é muito grande neste momento, já que está em discussão como o sistema de saúde pode ser melhorado. Depois da guerra do Iraque, este é o princial assunto sendo discutido no país. E é com certeza um divisor de águas entre Democratas e Republicanos.

Democratas são a favor de socializar todo o sistema, o que aumentaria impostos e acabariam com empresas que fazem seguro saúde. A idéia é defendida com o argumento de que ganhos econômicos não deveriam existir quando a saúde de seres humanos está em jogo.

Em SiCKO, Michael Moore mostra diversas situações onde seguros de saúde não cobriram seus associados na busca por otimizar seus lucros. O que resultou posteriormente no falecimento daqueles que acreditavam que estariam totalmente cobertos pela empresa e livres de custos adicionais.

Por outro lado, os Republicanos não são a favor da socialização do sistema, pois ainda acreditam na velha teoria de que só a competição entre empresas poderá otimizar e levar custos médicos a um nível mais baixo. Enquanto ao mesmo tempo tem suas campanhas financiadas por estas mesmas seguradoras que os Democratas buscam exterminar.

quinta-feira, junho 28, 2007

A Possível Interferência do Prefeito Bloomberg

Como foi dito no vídeo postado aqui anteriormente, existem dois possíveis candidatos a entrar na disputa pela presidência dos EUA. O ator e senador republicano Fred Thompson, que segundo esta pesquisa realizada pela CNN, já aparece em segundo lugar nas intenções de voto, mesmo que não tenha ainda oficializado sua campanha.


Entre os Democratas, nenhuma grande novidade, Hillary Clinton continua na liderança, mostrando que está no caminho certo para levar Bill Clinton a morar na Casa Branca novamente.


Outro dado interessante é com relação ao confronto direto entre os dois líderes de cada partido, a pesquisa mostra um empate, já que margem de erro é de 3.5%.


Este dado revela a opinião dos eleitores com relação ao atual prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg. 37% favoráveis / 23% desfavoráveis / e o dado mais importante: 40% ainda não possuem uma opinião formada com relação a ele. Ou seja, ainda não o conhecem.


Se o Bloomberg, que um dia foi Democrata mas que então mudou para o partido Republicano para concorrer e se eleger prefeito mas que agora se desvinculou do partido e se declarou independe, entrar na corrida, este seria o resultado. Hoje já teria 17% dos votos.


Mas de quem Bloomberg está "roubando" votos? Pois se ele levar mais votos daqueles que votariam na Hillary por exemplo, já que ambos são liberais, mesmo que ela seja a favorita na reta final, quem pode acabar sendo eleito seria Giuliani.

Mas o cenário atual mostra que os votos de Bloomberg não viriam de apenas um dos candidatos, mas sim dos dois. O que deixaria a corrida ainda mais imprevisível.

terça-feira, junho 26, 2007

Os Novos Prováveis Candidatos na Disputa



- Quem mais pode entrar na corrida para Presidente dos Estados Unidos?

- Quem é Fred Thompson?

- Quem é Michael Bloomberg?

- Do que Rudy Giuliani deve temer?

- O novo Presidente será um candidato de Nova York?

Report # 7

Apresentação, Produção e Edição de Imagens: Bruno Hoffmann

Apoio: PoliticsTV.com

terça-feira, junho 19, 2007

Nos Bastidores... / e Obama vs. Edwards

Dos dias 18 ao 20 desde mês foi realizado o "Take Back America", um evento que procura reunir e fortalecer o movimento progressista / liberal no país, que busca atingir profundas mudanças nos EUA.

Graças a parceria com o PoliticsTV.com este blog teve acesso irrestrito a este evento que foi realizado em Washington, DC. Podendo inclusive observar toda a movimentação de candidatos nos bastidores antes e depois de seus discursos.

Terça-feira dia 19, pude presenciar a movimentação de dois dos principais candidatos à presidência pelo partido Democrata: Barack Obama e John Edwards.

Obama, Senador pelo Estado de Illinois recebeu destaque nacional e até status de estrela com um discurso dado em 2004. A partir de então mudou do Senado Estadual para o Estado Federal de seu país e apesar do pouco tempo de vida pública, só fica atrás da Hillary Clinton nas intenções de voto.

Obama é dono de um carisma não muito comum entre políticos atuais, ele ganha qualquer platéia antes mesmo de expelir a primeira palavra. A ansiedade daqueles que o esperam para vê-lo discurssar também é bastante aparente.

Por sua vez, John Edwards, ex-Senador pela Carolina do Norte e candidato a vice-presidente nas eleições de 2004 também tem o seu "poder de sedução", até porque ele é considerado bastante "saudável", por assim dizer, pelo público feminino.

Edwards até consegue levantar a platéia tão bem como Obama, mas ele parece ter que se esforçar um pouco mais para isso, além do que, o furor causado pelo seu nome não é tão grande quanto o de Obama.

Os candidatos também se assemelham com relação aos principais assuntos abordados como o fim da guerra do Iraque, acesso grátis a saúde para todos os cidadãos, o fechamento da prisão de Guantanamo e críticas ao governo atual.

Apesar de tantas semelhanças, durante a cobertura desse evento pude pela primeira vez diferenciar os candidatos.

Enquanto Obama lembrava das dificuldades que a população de Nova Orleans ainda passa depois que o furacão Katrina destruiu a cidade a quase 2 anos atrás, Edwards preferia mencionar que o resto do mundo também precisa de ajuda. Mostrando bastante preocupação em relação à África por exemplo.

Obama se mostrou mais nacionalista no sentido de se preocupar a resolver primeiro os problemas do país, e Edwards quer se posicionar como lider mundial caso eleito, e utilizar da influência dos EUA para dialogar com outros países por uma operação conjunta na busca pela paz e melhores condições de vida.

Como bons candidatos de oposição eles oferecem profundas mudanças e uma verdadeira revolução em políticas internas e externas. Em certos momentos com visões um tanto quanto utópicas.

Mas não os culpo por isso, já que uma boa fatia da suas mensagens de campanha devem ser constituídas pelo o que o público-alvo deseja ouvir.

Bruno Hoffmann

domingo, maio 27, 2007

Entrevista da Folha com Antanas Mockus

Mockus, filósofo e matemático, foi Prefeito de Bogotá por duas vezes e Reitor da Universidade Nacional da Colômbia.

Ele conta como conseguiu modificar Bogotá sem grandes verbas, dá exemplos de sua criatividade durante homem público e revela qual o futuro das grandes cidades.

Vale a pena ler.

Confira através do link:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u135805.shtml

quinta-feira, maio 24, 2007

Finalmente Pude Aplaudir um Republicano



- Mais um debate entre os Republicanos;

- Ron Paul X Rudy Giuliani;

- Porque os atentados de 11 de Setembro ocorreram segundo candidatos?

- O que eles dizem sobre tortura?

Report # 6

Apresentação, produção e edição: Bruno Hoffmann

Apoio: PoliticsTV.com

sexta-feira, maio 18, 2007

Por que Rodrigo Maia torce pelo fracasso de Bush

Desde que foi anunciado a troca de nome do Partido da Frente Liberal para Democratas no final do mês de Março, gostaria de escrever sobre tal mudança.

Rodrigo Maia, 36, presidente dos Democratas, durante entrevista para o programa Roda Viva da TV Cultura, disse o porquê de tal mudança neste momento:

"Nossa missão é reenquadrar o partido, um partido que caminha de uma posição da direita e caminha ao centro. Esse é o nosso objetivo, para que o partido possa estar mais próximo do cidadão. Nós queremos tratar de temas que tratam do cotidiano do cidadão Brasileiro. (...) E nada melhor do que num tempo como o de hoje, onde as eleições municipais virão e eu acho que é nessa momento que o partido vai poder ser reconstruído, diretórios serão reformulados, (...) para que com essa nova estrutura o partido possa sonhar com vôos mais altos a partir de 2010".

Tal alteração foi realizada no intuito de marcar as mudanças sofridas pelo partido, como a saída de antigos líderes. Também segundo Rodrigo Maia, é uma tentativa de renovar ares e buscar novos aliados.

Mas gostaria de exaltar a escolha do nome: Democratas.


Se o nome escolhido fosse Partido Democrata, o partido seria automaticamente reduzido a "PD". O que não traria nenhuma novidade no cenário atual.

Com o nome resumido a "Democratas", meios de comunicação terão sempre que se referir ao partido sem o uso de siglas, ou no máximo usar a sigla "DEM". O que irá sempre reforçar a Marca do partido.

Mas melhor que isso, será a inegável comparação ou até mesmo possível confusão entre os Democratas dos EUA e este de Rodrigo Maia e ACM Neto.

Esperemos até o ano que vem quando a campanha das eleições para presidência dos EUA estiver concluindo-se na mesma época que os municípios brasileiros estiverem votando seus representantes.

A imagem do possível favoritismo dos Democratas frente aos Republicanos de Bush nas próximas eleições podem ajudar e muito o partido brasileiro a angariar "espirros de votos" vindo dos EUA.

Pode até parecer mas um produção fictícia de Hollywood, mas imagem ainda é tudo.

Quanto pior Bush administrar seu governo, maiores serão as chances de sucesso dos Democratas de Hillary, Obama, Edwards, Richardson e Al Gore. E também um consequente empurrãozinho aos nossos Democratas brasileiros na guerra por espaço nas Câmaras municipais e prefeituras; que aliás desde 1989, o ex-PFL nunca teve uma representatividade tão baixa.

Veremos quão bem a Mídia - e os nossos eleitores situados em seus pequenos municípios, sustentados a bolsa família e falta de educação - lidarão com tantos Democratas.

quarta-feira, maio 16, 2007

Tática Política recebe apoio novamente

Mais uma vez um blog do Grupo Folha/UOL recomenda este blog.

Blog do Ségio Dávila, correspondente aqui em Washington.

Segue link:
http://sergiodavila.blog.uol.com.br/arch2007-05-01_2007-05-15.html